Por Serialx86
No último domingo estive na Gamescom Latam 2025, realizada em São Paulo, e trago aqui minha opinião sincera sobre o evento, que chega à sua segunda edição no Brasil.
Minha primeira impressão foi que o evento estava menos cheio do que eu esperava. Claro, isso facilitou a locomoção pelos corredores e o acesso aos estandes, mas também gerou a sensação de que faltava um pouco mais de “energia” no ar. Para um domingo – tradicionalmente o dia mais movimentado –, esperava filas maiores, público mais intenso e uma atmosfera mais caótica (no bom sentido).
Outro ponto que senti falta foi de uma área voltada para venda de hardwares e periféricos gamers. Como alguém que estava disposto a gastar uma graninha em algo novo para o setup, senti que o evento poderia explorar melhor essa frente comercial. A ausência de marcas como Logitech, Razer, Redragon, entre outras grandes do setor, deixou uma lacuna que muitos visitantes certamente notaram.
A estrutura do evento lembra muito a da CCXP, o que não é necessariamente ruim, mas reforça a sensação de que a Gamescom Latam ainda está buscando sua própria identidade. Enquanto andava pelos pavilhões, em vários momentos me senti como se estivesse em uma versão gamer da Comic Con – o que pode ser confuso para quem espera algo mais segmentado para o universo dos jogos eletrônicos.
Em relação aos cosplayers, o evento teve um acerto e um deslize. Havia um lounge dedicado, com um camarim espaçoso e bem equipado – ponto positivo. Porém, a falta de um palco específico para apresentações acabou gerando aglomeração no lounge e dificultou a visibilidade e valorização desses artistas, que são parte fundamental da cultura gamer.
Sobre os grandes estandes, destaque para a Nintendo. No entanto, a impressão que tive foi de que era mais do mesmo. A ausência de novidades mais impactantes – como, por exemplo, uma demonstração ou ao menos uma vitrine do tão especulado Switch 2 – fez com que o espaço parecesse um replay de eventos passados.
A Sony, por sua vez, foi ausência total. Não havia estande da marca e nem mesmo algum jogo exclusivo em exibição em outros espaços. Para muitos fãs da gigante japonesa, isso foi uma decepção considerável. O que se salvou ali perto foi a chance de tirar uma foto com uma katana de Assassin’s Creed Shadows, uma experiência simples, mas divertida.
O Game Pass teve um estande discreto, porém funcional. Lá tive a oportunidade de jogar Doom Eternal, e o espaço da Bethesda estava bem bacana, com ambientação temática e ativações interessantes para os fãs da franquia Fallout, especialmente com a recente popularidade da série da Amazon.
Também marcaram presença estúdios independentes e desenvolvedores brasileiros, com uma área dedicada à Indie Games. Vi projetos interessantes e conversas sinceras com
desenvolvedores animados para mostrar seus jogos – ponto alto para quem gosta de conhecer novos talentos e ideias fora do mainstream.
Por fim, senti que a Gamescom Latam ainda está em fase de lapidação. É um evento promissor, que reúne grandes nomes e oferece boas experiências, mas ainda carece de uma identidade mais forte e de ousadia para se consolidar no calendário gamer da América Latina.
Esperamos que em 2026 o evento venha com mais cara de Gamescom – e menos de CCXP versão 2.0.
Por Serialx86







